Copérnico, Darwin e Freud.Sigmund Freud escreveu que, no transcorrer da modernidade, as concepções humanas foram "feridas" três vezes, e que essas "feridas" atingiram nosso narcisismo, isto é, a bela imagem que possuíamos de nós mesmos.
O ser humano, ao longo de sua história, propôs perspectivas a respeito de sua existência, origem e importância no mundo. Estas por sua vez inflamavam o ego da humanidade, ocultando seu complexo de insignificância que por tantos séculos os homens se negavam a considerar.
Suas considerações sobre si mesmos foram caindo lentamente, com as três feridas realizadas por Copérnico (em provar que não somos o centro do Universo), Darwin (em provar que não somos seres especiais) e Freud (em provar que não somos dominantes sobre nós mesmos):
1) Copérnico: O astrônomo polaco Nicolau Copérnico ao provar que a Terra não estava no centro do Universo, mostrando assim que o homem não estava no centro das coisas. Nosso planeta não está no centro do Universo, então, o ser humano não seria o centro das coisas.
2) Darwin: O naturalista britânico Charles Darwin, que ao mostrar que o homem descende de um primata, provando que somos apenas um elo no ciclo de uma evolução, e que não somos seres especiais criados por Deus para dominar a natureza. Nosso surgimento foi ao acaso, resultado de milhões de anos de evolução de um ser descendente do primata que foi evoluindo e o ser humano foi se tornando o que é hoje.
3) Freud: A última "ferida" teria sido feita pelo próprio Sigmund Freud, psiquiatra austríaco que desenvolveu a psicanálise, mostrando que a consciência é a menor parte e a mais fraca da vida psíquica. Esta "ferida" passa a noção de que não somos senhores de nós mesmos, pois o aparelho psíquico do ser humano é algo muito mais complexo do que o resumir apenas a consciência, sendo esta é a menos influente de nossa pessoa.
Estas "feridas" seriam o sinal de que o orgulho do homem se machucaria com a verdade revelada sobre ele mesma, sendo estas as três maiores desilusões da humanidade
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